Quadrilha que movimentou R$ 21 milhões desviava cartões antes da entrega e aplicava golpes em idosos; 11 são presos
Ministério Público mira quadrilha que causou prejuízo de R$ 21 milhões por meio de fraudes bancárias. TV Globo Uma organização criminosa especializada em...
Ministério Público mira quadrilha que causou prejuízo de R$ 21 milhões por meio de fraudes bancárias. TV Globo Uma organização criminosa especializada em golpes financeiros movimentou cerca de R$ 21 milhões e cometeu diversos crimes, como estelionato, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro, segundo uma investigação do Ministério Público. Mandados judiciais foram cumpridos nesta quinta-feira (11) em Belo Horizonte, Contagem, cidades da Região Central de Minas e também no estado do Rio de Janeiro. Ao todo, 11 pessoas foram presas. De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Giovani Avelar Vieira, as investigações começaram em 2023 e identificaram duas frentes de atuação da quadrilha. Na principal delas, os criminosos cooptavam funcionários de empresas responsáveis pela entrega de cartões bancários. Os envelopes eram desviados antes de chegar aos destinatários e repassados a outros integrantes do grupo. Segundo as investigações, os cartões tinham os chips originais substituídos por versões adulteradas. Em seguida, os envelopes eram lacrados novamente e enviados às vítimas sem levantar suspeitas. As apurações apontam que quase 1.300 cartões foram adulterados. Enquanto os clientes aguardavam a entrega, a organização já conseguia movimentar dinheiro por meio de contas utilizadas no esquema. O Ministério Público investiga como os criminosos obtinham as senhas das vítimas. Há indícios de que parte das informações era repassada pelos próprios correntistas após contatos fraudulentos feitos por pessoas que se passavam por representantes de instituições financeiras. Também há suspeitas de que o grupo obtinha dados durante o processo de desbloqueio dos cartões, realizado por telefone ou aplicativo. As investigações apontam ainda a participação de pelo menos um funcionário de instituição financeira. "Sem sombra de dúvida, uma organização muito bem estruturada, com funções extremamente definidas. Havia aqueles que idealizavam e executavam os golpes, passando por aqueles que eram cooptados", afirmou o coordenador do Gaeco, Giovani Avelar Vieira. Agora no g1 Segundo o promotor, havia ainda integrantes responsáveis pela movimentação e ocultação dos valores obtidos ilegalmente. "Uma das frentes de atuação consistia na abertura de contas bancárias com documentos falsos e, segundo as investigações, com o envolvimento de pelo menos um funcionário de instituição financeira", disse o promotor. Segunda frente de atuação Além da fraude envolvendo cartões, a organização criminosa também atuava na abertura de contas bancárias com documentos falsificados, segundo o Ministério Público. Essas contas eram usadas para movimentar recursos obtidos nos golpes e dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades. Alvos eram idosos e aposentados Embora qualquer pessoa pudesse ser vítima do grupo, os principais alvos eram idosos e aposentados, segundo o promotor Giovani Avelar Vieira. Os prejuízos recaíam sobre correntistas que tiveram cartões desviados antes da entrega ou tiveram contas abertas em seus nomes com documentos falsificados. Durante as diligências, os investigadores localizaram três centrais que seriam utilizadas para a troca dos chips, adulteração dos cartões e aplicação dos golpe. Operação continua O promotor afirmou que a investigação ainda está em andamento e que não é possível afirmar que a organização criminosa foi totalmente desarticulada. Até o momento, os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro. As apurações continuam para identificar outros integrantes do grupo, possíveis novos núcleos de atuação e esclarecer como os criminosos obtinham dados sigilosos e senhas das vítimas. Bloqueio de bens A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados para garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas. LEIA TAMBÉM: Betim decreta emergência por vulnerabilidade de indígenas venezuelanos em ocupação Entregador denuncia ter sido alvo de disparo durante discussão sobre moto em calçada Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas: